Engajamento

Como diz  o ditado popular: “ano novo, vida nova”! 2017 pode não ser tão sombrio como imaginam alguns analistas. A atividade econômica também sofre com os fatores psicológicos. Balizados em previsões, nem sempre boas, parte dos empresários mais conservadores prefere pisar nos freios e aguardar qual será o cenário descortinado. O grande problema é que esse efeito psicológico retrai o mercado como um todo. Se uma grande empresa não investe, o pequeno empresário acaba deixando de investir e esse comportamento em cadeia trava o giro da economia.

Ainda bem que há os empreendedores menos conservadores. Esses largam na frente por serem inovadores e ousados. Pensam à frente e já viraram o ano com planejamento pronto. E se não o fizeram, nesse primeiro mês do ano estão tratando de pensar cenários distintos e possibilidades de investimento e inovação para cada um deles. E se há planejamento, há decisões, há o que implementar e o que comunicar, seja por meio da divulgação das informações, por meio da propaganda ou pelas ações de relacionamento com os públicos de interesse.

Para conquistar mercado ou deixar de perdê-lo, para lançar um novo produto ou serviço, uma nova filial, conquistar seguidores, simpatizantes e potenciais compradores, não há como deixar de investir em comunicação. Nos últimos três anos as empresas cortaram, erroneamente, os investimentos em comunicação. Deixaram de se relacionar com os públicos interno e externo. Demitiram, perderam carisma, reputação de marca e engajamento justamente porque deixaram de se comunicar efetiva e de forma transparente com seus colaboradores que, ao se virem menos prestigiados, perderam o sentimento de pertencimento. O resultado é a queda da produtividade, aumento da insatisfação, retaliações e boicotes de todas as ordens. É da natureza do ser humano. E inevitável quando o RH ou a administração resolve intervir com cortes (e falta de conhecimento verdadeiro da comunicação e sua importância em momentos de crise externa ou interna).

2017 é o ano de corrigir as falhas, planejar e implementar programas eficazes de comunicação e relacionamento com os stakeholders para conseguir reverter o quadro de forma a aumentar a produtividade, a confiança na marca, retomar o engajamento, o pertencimento e o empoderamento dos públicos diante da empresa e do mercado o que resultará em uma marca mais forte, confiável, de reputação inabalável e, por consequência, mais rentável, lucrativa para os sócios ou acionistas. É, portanto, o momento de investimento em estratégia. Quem investir colherá os resultados ainda esse ano. Quem não o fizer ficará a ver navios e terá resultados ainda piores que o do último período. Não dá pra depender da psiquê alheia.  Quer ser sustentável? Mais que nunca é preciso saber empreender estrategicamente e usar da comunicação.

Robson Fontenelle é diretor da Agência FBK há 22 anos. Atua no mercado de comunicação há cerca de 30 anos. Jornalista e Publicitário é professor universitário de graduação e pós graduação com passagens nas principais escolas de comunicação de Minas Gerais.

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